segunda-feira, 1 de junho de 2015

Reflexão sobre o 3º Período

     Mais uma etapa concluída, um ano quase terminado, cada vez mais próxima do ensino superior. Esta velocidade com que o tempo passa é bastante assustadora. Acabou mais um ano agora só falta mesmo realizar os tão esperados exames nacionais, para os quais me vou dedicar a sério pois esta é uma das minhas disciplinas específicas para que possa entrar no curso que quero. 
     Espero que todo o meu esforço durante estes dois anos sirva para conseguir alcançar os melhores resultados possíveis nos exames. Já sinto os nervos a aparecerem, falta muito pouco e sinto que serei capaz mas fico nervosa por se tratar de algo que irá contribuir para a minha entrada no ensino superior.
     Para o ano irei continuar a publicar aqui, pois biologia continua a fazer parte das minhas disciplinas. Terei muito gosto em continuar com este projeto que a professora Ondina, a minha professora desde o 10º ano, me incentivou a começar a realizar. Nunca pensei gostar tanto de realizar um projeto assim. É algo diferente e bastante útil pois ajuda-nos a ter a matéria em dia e caso haja alguma dúvida em que não temos acesso aos livros possamos procurar na Internet possamos recurrer logo ao nosso blog e esclarecer todas as nossas dúvidas.
     Até para o ano e preparem-se para os exames para quem os tiver tal como eu que vou ter que os realizar, mas sei que com o apoio todo da professora vai ser fácil ir preparada para os enfrentar! Boa sorte a todos!
Boas Férias!

Reflexão

Geologia - Tema IV - Unidade 3 

    Esta unidade foi a mais fácil de todas e a forma como a abordámos foi bastante divertida! Dividimo-nos em três grupos e cada um dos grupos escolheu um subtítulo. Fizemos todos um ótimo trabalho, e foi uma maneira de treinarmos como falar para um público, ou seja, tivemos de ser capazes de dar uma unidade de maneira a que os nossos colegas conseguissem percebê-la bastante bem. Foi uma maneira bastante diferente e divertida de estudarmos esta unidade e que até resultou muito bem mesmo. 

Reflexão

Geologia - Tema IV - Unidade 2 

    Achei que se tratou de uma unidade bastante mais complexa do que o que abordámos no 10º ano sobre as rochas sedimentares, metamórficas e magmáticas. Abordámos ainda tudo sobre falhas e dobras. Fiquei bastante impressionada pois os pequenos conceitos novos, não me pareceram de todo muito difíceis. Esta unidade é uma das unidades que mais me cativa, gosto mesmo de estudar as rochas, mesmo que no início seja um pouco difícil de as distinguir. Realizámos uma atividade na sala de aula que nos ajudou a perceber muito melhor a diferença entre os diversos tipos de rochas. Valeu a pena estudar esta unidade.

Tipos de Rochas - Aula Prática

     Tivemos a sorte de a nossa professora nos ter proporcionado a oportunidade de podermos ver alguns tipos de rochas como as magmáticas, as sedimentares e as metamórficas. Isto ajudou-nos muito a conseguir identificar a diferença entre elas todas.













domingo, 31 de maio de 2015

Exploração sustentada de recursos geológicos

         Estes foram os trabalhos realizados pelos três grupos. O meu grupo realizou o tema 2-Recursos Minerais. Neles encontramos toda a matéria bem estrutura e simples, fácil de se compreender.

  1. Recursos Geológicos e Energéticos 
  2. Recursos Minerais
  3. Águas Subterrâneas

sábado, 30 de maio de 2015

Dobras e Falhas

     Tensão é a força exercida por unidade de área. As tensões geradas podem ser de diferentes tipos, dependendo dos limites tectónicos onde ocorrem. Submetidas a estados de tensão, as rochas sofrem deformação, originando falhas e dobras.
     Todas as rochas, apresentam propriedades que dependem da própria composição química e que quando sujeitas a determinadas condições diferentes das da sua origem, reagem tendo um comportamento, originando uma deformação que se manifesta numa determinada estrutura.
     O estado de tensão aplicada as rochas mostra que as rochas apresentam três tipos de comportamento: elástico, plástico e frágil.
  • Comportamento elástico: A rocha deforma mas, quando a tensão cessa, ela volta à sua forma e volume iniciais. A rocha deforma-se elasticamente até um certo limite, quando este é ultrapassado a rocha pode permanecer com a deformação e já não volta ao estado normal, trata-se de um comportamento plástico, ou fraturar.
  • Comportamento plástico: A deformação é permanente, o material fica deformado mas não parte e verifica-se quando a força aplicada sobre a rocha é superior ao seu limite de elasticidade e inferior ao limite de plasticidade.
  • Comportamento frágil: O material fratura. Verifica-se quando a força aplicada sobre uma rocha é superior ao seu limite de plasticidade.
     A deformação das rochas respondendo aos tipos de comportamento permite classificá-las em: regime dútil, as rochas sujeitas a temperaturas e pressões elevadas tendem a dobrar-se sem fraturarem; regime frágil, as rochas sujeitas a temperaturas e pressões baixas tendem a fraturar-se originando as falhas.


     O comportamento que a rocha irá apresentar vai depender de fatores intrínsecos à própria rocha, a composição mineralógica e textura e de fatores extrínsecos como a temperatura, o tempo, a pressão de fluidos e do tipo de intensidade da tensão.

     Temperatura e pressão confinante são as temperaturas e pressões que são exercidas em todas as direções sobre uma rocha no interior da crosta. O aumento da pressão e da temperatura favorece a deformação plástica, à superfície as rochas apresentam um comportamento frágil e à medida que se vai para o interior da litosfera, porque a pressão e a temperatura aumentam, o comportamento das rochas é dúctil. Se formos mais para o interior ainda passam a ter um comportamento viscoso e no limite à fusão.

     As rochas estão sujeitas a vários tipos de forças que geram diferentes tipos de tensão: tensão de compressão (forças compressivas), tensão distensiva (forças distensivas ou de tração) e tensão de cisalhamento (forças tangenciais).


     Os elemento dobras, que caraterizam a geometria das dobras, são:
  • Flancos, ou vertentes da dobra, porções de menor curvatura;
  • Charneira, é a linha que une os pontos de máxima curvatura, que corresponde à zona de convergência das camadas de cada flanco;
  • Núcleo, formado pelas camadas mais internas da dobra;
  • Plano axial, plano que contém as charneiras dos diferentes estratos dobrados, dividindo a dobra em dois flancos sensivelmente iguais;
  • Eixo da dobra, corresponde ao ponto de interseção do plano axial com a charneira.

     As dobras podem ser classificas segundo o seu aspeto geométrico e segundo a idade das rochas que as constituem. Podem ser por isso:
  • Antiforma: Com a concavidade virada para baixo, e se as rochas mais antigas se encontrarem no núcleo designa-se por anticlinal.
  • Sinforma: Com a concavidade virada para cima, e se as rochas mais recentes se encontrarem no núcleo da dobra designa-se por sinclinal.
  • Neutras: Quando a concavidade é lateral e o plano axial e o eixo da dobra é vertical.

     As falhas formam-se em regime frágil, a pouca profundidade e num curto espaço de tempo, comparando com o regime dúctil e formação das dobras. Os elementos das falhas, que caraterizam a geometria das falhas são:
  • Plano de falha: Superfície de fratura da qual ocorreu o movimento dos blocos;
  • Rejeito: Linha de interseção do plano de falha com um plano horizontal;
  • Teto: Bloco que está por cima do plano de falha;
  • Muro: Bloco que está por baixo do plano de falha;
  • Atitude: Plano que pode ser referenciado através da direção e da sua inclinação ou pendor.



sexta-feira, 29 de maio de 2015

Rochas Metamórficas

     Uma rocha metamórfica forma-se a partir de uma rocha pré-existente sem que haja alteração física dos materiais.
     A rocha sujeita a novas condições de pressão e temperatura reajusta-se e origina novos minerais que são estáveis para as novas condições e ocorrem, também, variações na textura da rocha inicial.

Pressão: Devido ao peso das camadas superiores e também provenientes dos movimentos laterais das placas litosféricas.
Temperatura: Com a pressão litostática os materiais tendem a descer em profundidade na litosfera ficando em novas condições de temperatura que facilita o metamorfismo.
Fluidos: Entre as rochas na litosfera existem espaços preenchidos por fluídos que influenciam a formação de rochas de baixo metamorfismo.
Tempo: O tempo é um fator muito importante para a formação deste tipo de rochas. As rochas metamórficas formam-se durante um período de alguns milhares ou milhões de anos.

Tipos de Metamorfismos

  • Metamorfismo de contacto: Forma-se a partir do contacto da intrusão magmática com as rochas encaixantes. Os minerais das rochas encaixantes, pelo aumento de temperatura e pelos fluidos derivados do magma sofrem um rearranjo estrutural originando novos minerais que sejam estáveis às novas condições.
  • Metamorfismo regional: É um tipo de metamorfismo que afeta extensas áreas, regiões de formação de cadeias de montanha, daí o seu nome e que é causado por pressões e temperaturas muito elevadas, associadas a soluções aquosas. Este tipo de metamorfismo está associado aos limites convergentes das placas litosféricas.

Tipos de Pressão

  • Pressão litostática: Está relacionada com o local onde se formam este tipo de rochas, nas grandes bacias de sedimentação a profundidades médias e nos limites convergentes das placas associados ao aumento da espessura da crosta na formação de cadeias de montanha. Resulta do peso da massa rochosa suprajacente e exerce-se igualmente em todas as direções, fazendo diminuir o volume da rocha e aumentando a densidade dos minerais.
  • Pressão dirigida: Está diretamente relacionada com as pressões das placas. Resulta de forças tectónicas que produzem uma orientação preferencial de alguns minerais.

     No ambiente de metamorfismo regional à medida que aumenta a pressão e a temperatura, distinguimos os graus de baixo, médio e alto, no seu conjunto, estes três graus passam gradualmente uns aos outros.

      As diferentes zonas metamórficas são delimitadas por superfícies de igual grau de metamorfismo, chamadas isógradas, sendo definidas pelos pontos onde ocorrem pela primeira vez determinados minerais-índice.

Classificação das rochas metamórficas

     Esta classificação baseia-se na textura da rocha e existem as rochas com textura foliada, relacionadas com o metamorfismo regional e não foliada, relacionadas com o metamorfismo de contato.

sábado, 23 de maio de 2015

Rochas Magmáticas

     As rochas magmáticas são formadas a partir do magma, mistura silicatada proveniente da astenosfera, provida de mobilidade. Tem na sua constituição gases e está a altas temperaturas. É formado à custa da fusão dos materiais do manto superior e da crosta. O magma é menos denso que as rochas e se encontrar uma abertura pelas rochas envolventes, ascende. Ao deslocar-se para a superfície encontra temperaturas mais baixas e vai arrefecendo ao longo do tempo, acabando depois por consolidar.

Textura

     Consoante o local da litosfera onde consolidam as rochas magmáticas vão apresentar texturas diferentes. Podem ser: 
  • Vulcânicas ou rochas extrusivas, formadas à superfície, tem textura vítrea ou afanítica, quando os minerais não são visíveis à vista desarmada ou ainda, hemicristalina, quando a rocha apresenta alguns cristais num meio de uma pasta vítrea ou afanítica.
  • Plutónicas ou rochas intrusivas, formam-se em maiores profundidades e têm textura holocristalina ou fanerítica.
  • Hipabissais ou sub-vulcânicas, têm textura intermédia entre fanerítica e afanítica e por isso diz-se que a textura é microfanerítica ou microgranular.
     Quando observamos rochas magmáticas é frequente encontrar cristais maiores que se destacam dos outros e designamos por fenocristais e a sua textura diz-se porfírica, se tivermos na presença de uma rocha plutónica ou porfiroide, se for uma rocha vulcânica. A existência dos fenocristais indicam-nos que houve vários tempos de cristalização, um lento em que os cristais tiveram tempo para se desenvolver e outro quando o magma ascende onde os restantes minerais cristalizam praticamente ao mesmo tempo, o que nos indica uma cristalização fracionada. Quando assumem grandes dimensões relativamente à restante massa da rocha, a sua textura designa-se por pegmatítica.

A quantidade de sílica permite classificar os magmas em pobres em sílica (magma basáltico), intermédios (magma andesítico) e ricos em sílica (magma riolítico).

Tonalidade

  • Rocha Melanocrata: Rocha básica que tem maior quantidade de minerais ferromagnesianos, os minerais são escuros, ou seja, máficos.
  • Rocha Leucocrata: Rocha ácida que tem maior quantidade de sílica, os minerais são claros, ou seja, félsicos.
  • Rocha Mesocrata: Rochas de composição intermédia tendo mais ou menos a mesma quantidade de minerais félsicos e máficos.

Cristalização e Diferenciação de magmas

     Os minerais não se formam ao mesmo tempo, primeiro cristalizam os de ponto de fusão mais elevados, que são também os mais densos, seguindo sucessivamente os de ponto de fusão mais baixo e menos densos.

Densidade

     A densidade do magma varia com a quantidade de sílica. Os magmas pobres em sílica têm uma densidade mais elevada, dado que são constituídos por um maior número de catiões metálicos e os magmas ricos em sílica menos densos.

Viscosidade

     Os magmas ácidos têm maior viscosidade em relação aos magmas básicos. A temperatura de fusão é mais elevada nos magmas básicos enquanto que nos magmas ácidos  o ponto de fusão apresenta uma temperatura mais baixa.

Série de Bowen

    Esta série ordena os minerais das rochas magmáticas segundo o ser arrefecimento. É constituído por duas séries: a série contínua, o mineral cristalizado não originam minerais diferentes, diferindo apenas nos teores relativos dos elementos químicos; e a série descontinua, os minerais cristalizados originam minerais diferentes.


     Durante o arrefecimento os primeiros minerais a formarem-se são os que têm elevado ponto de fusão e os mais densos, depositando-se por isso devido à ação da gravidade na base da câmara magmática enquanto que os minerais mais leves tendem a acumular-se na parte superior unto dos gases.

Diferenciação gravítica consiste na deposição por diferentes densidades no mesmo reservatórios de rochas diversas entre si e entre o magma parental, ficando as mais densas por baixo e as menos densas em cima.

     Assimilação magmática: Contribui para a diferenciação magmática, o magma ao instalar-se funde as rochas encaixantes até se encontrar a temperaturas superiores do ponto de fusão dos cristas que constituem essas rochas alterando a sua composição original.
     A diferenciação magmática, é assim uma ação combinada entre a cristalização fracionada e a diferenciação gravítica e em que podem intervir a assimilação magmática e a mistura de magmas.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Arquivo Histórico da Terra

Fósseis

     São restos, marcas ou vestígios de seres vivos que viveram em épocas muito recuadas e que ficaram preservados nos sedimentos em que viveram. Icnofósseis, são as marcas e vestígios, como por exemplo, os moldes, pegadas, ovos, cropólitos, túneis escavados pelos seres vivos, etc, são muito importantes para reconstituir paleoambientes, pois representam o comportamento dos seres vivos e o fóssil é encontrado no local onde se formou. Somatofóssil, são os restos dos seres vivos, como por exemplo, restos de troncos, ossos, conchas, folhas, dentes, etc, são muito importantes para conhecer a espécie mas não tão importantes para o conhecimento do paleoambiente, pois quando ascende à superfície e sofre erosão podem sofrer transporte e não se encontrarem no local onde foram formados. 
   A fossilização resulta da ação combinada de processos físicos, químicos e biológicos. Para que ocorra são necessárias algumas condições, como o ser ou vestígio do ser, ter de ser de imediato enterrado e ausência de ação bacteriana decompondo os tecidos.

Tipos de Fossilização

  • Incrustação: Ocorre quando substâncias trazidas pelas águas que se infiltram no subsolo e se depositam em torno do animal ou planta, revestindo-o, como por exemplo acontece em animais que morreram no interior de cavernas.
  • Mineralização: Ocorre quando substâncias minerais são depositadas em cavidades existentes em ossos e troncos. É assim que se forma a madeira petrificada.
  • Recristalização: Ocorre quando se dá um rearranjo da estrutura cristalina de um mineral, dando-lhe mais estabilidade, como por exemplo a transformação de aragonite em calcite.
  • Carbonização ou Incarbonização: Ocorre quando há perda de substâncias voláteis restando uma película de carbono. É mais frequente nos restos de seres vivos contendo quitina, celulose ou queratina.
  • Mumificação: Ocorre quando o ser vivo ficou aprisionado em âmbar ou em gelo. É o mais raro de todos os tipos de fossilização, mas devido ao âmbar e ao gelo, o ser vivo conserva as suas partes moles, dando-nos informações preciosas à cerca do ser vivo. 
  • Moldagem: Processo mais vulgar, resulta do preenchimento interno das partes duras do ser vivo por sedimentos, ou da moldagem da parte externa das partes duras do ser vivo. 
  • Marca ou impressão: Ocorre a conservação de vestígios dos seres vivos, como pegadas, marcas de folhas etc.


Fósseis característicos ou de idade


Fóssil de idade: É um fóssil que nos fornece indicações quanto à idade dos sedimentos. São os fósseis usados na geocronologia que pode ser feita de duas formas, ou usando os princípios que relacionam a idade dos estratos utilizando os conceitos: anterior, contemporâneo e posterior, relacionados com o padrão geométricos que os estratos apresentam, e isto é a geocronologia relativa, ou usando os métodos de datação radiométrica que consistem em medir a proporção de dois isótopos radiativos relacionados, presentes nas rochas, e isto é a geocronologia absoluta.

  • Princípio de sobreposição: a camada que está por baixo é sempre mais antiga que a que está por cima desde que não haja deformações geológicas (dobras e falhas que podem causar inversões de camadas). 
  • Princípio da intercepção:  Todas as estruturas que intersetam formações (intrusões magmáticas, falhas) são mais recentes.
  • Princípio da inclusão: Um fragmento que incorpora num outro é mais recente.
  • Princípio de continuidade lateral: Permite estabelecer correlação de idades e de posição entre estratos localizados em lugares eventualmente distanciados.
  • Princípio da identidade paleontológica: estratos que contenham o mesmo tipo de fósseis, tiveram a sua origem em ambientes semelhantes.

Fósseis de ambiente ou de fácies: Fornecem-nos informações sobre as  características do ambiente em que viveram e do ambiente de formação das rochas que os contem. Permitem fazer reconstituições geográficas. Dão-nos o ambiente de formação das rochas sedimentares que se dividem em três domínios: marinhos, continentais e de transição.

     Com o método de datação relativo, apenas as rochas com fósseis se pode fazer uma datação, no entanto os registos fósseis são apenas uma nona parte da idade da Terra.
     Com o método radiométrico é possível datar as rochas e fazer uma geocronologia expressa em Ma, permitindo ao geólogo criar a escala do tempo geológico, fazendo a  geocronologia a partir de escalas estratigráfica.
     A escala divide a Terra em divisões: éons, períodos, andares, e outras subdivisões. Ao contrário da escala do tempo que o homem usa, o ano, a escala geológica não está divida em períodos de tempo regulares, ou seja, cada divisão não tem o mesmo número de dias. As divisões da Terra são marcadas por acontecimentos marcantes, como aparecimento da vida, extinção em massa das espécies, proliferação e evolução de espécies.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Rochas Sedimentares

     As rochas sedimentares forma-se à superfície ou muito próximo da superfície. Resultam de rochas pré-existentes, através de processos que resultam da interação com a biosfera, atmosfera e hidrosfera.
     O calor fornece energia suficiente para que ocorra a evaporação, iniciando-se assim o ciclo da água, e consequentemente a meteorização e a modelação do relevo. Quando uma rocha chega à superfície fica sujeita a diferentes condições de pressão e de Temperatura onde foi formada e vai ser alterada por processos físicos e químicos que ocorrem à superfície, que são:

  • Meteorização: É a alteração primária das rochas, ou seja, é o conjunto de processos físicos e químicos que alteram a rocha;
  • Erosão: É o conjunto de fenómenos que ocorrem a seguir, promovendo a remoção dos materiais das rochas alterados pela meteorização;
  • Transporte: Fenómeno que os materiais, depois de se dar a erosão, sofrem e são transportados até às bacias de sedimentação;
  • Sedimentação: Dá-se no fim do transporte e é quando os sedimentos são depositados nas bacias de sedimentação;
  • Compactação: Depois de se depositarem, irão-se depositar mais sedimentos por cima das camadas anteriores e estas irão sofrer um aumento de pressão e ficarão compactadas;
  • Desidratação: Quando a água ainda presente entre as rochas compactadas foge para o exterior "fugindo" dos espaços entre as rochas;
  • Cimentação: A pouca água que não conseguiu sair, devido a um aumento da pressão, irá formar uma espécie de cimentos que irá originar então as rochas sedimentares.
       A sedimentogénese é o conjunto dos fenómenos iniciais, ou seja, a meteorização, a erosão, o transporte e a sedimentação. A diagénese é o conjunto dos fenómenos finais, ou seja, a compactação, a desidratação e a cimentação.

Tipos de meteorização

Meteorização física ou mecânica: A rocha fica fragmentada sem haver alteração química na rocha original, através da ação da água, da temperatura, do alívio de pressão, do crescimento de minerais e de seres vivos.
  • Água no estado líquido: A água da chuva e a variação cíclica do teor de água nos rochas, provoca variações de volume e gera tensões, levando à fraturação e desagregação do material rochoso.
  • Gelo: A água líquida, que penetra nas diacláses  da rocha, pode gelar o que irá provocar um aumento de volume exercendo pressão, como consequência dar-se-à um aumento das fraturas, podendo formar-se novas diacláses levando À desagregação da rocha. Podemos designar este processo por crioclastia.

  • Crescimento de minerais: A água é uma poderosa substância dissolvente e quando está retida nas diáclases pode conter substâncias dissolvidas e que podem precipitar e formar minerais. Estes minerais exercem uma força nas rochas onde se instalam e contribuem para a desagregação da rocha. Podemos designar este processo por haloclastia.

  • Temperatura: As rochas estão sujeitas às variações de temperatura ao longo do dia, estão constantemente a dilatar e a contrair o que leva à fraturação da rocha. Podemos designar este processo por termoclastia.
  • Alívio de pressão: As rochas formadas em profundidade sofreram grande pressão, quando estas ascendem À superfície, as rochas que estão por cima já foram erodidas e as rochas expandem-se por alívio de pressão e fraturam-se, originando as diáclases.
  • Seres vivos: As raízes são responsáveis pelo aparecimento e alargamento de fendas. Certos animais escavam tocas ou galerias que aumentam o grau de degradação da rocha ou a expõem ainda mais a outros agentes de meteorização.
Meteorização química: Dá-se a alteração na composição química da rocha o que implica que há minerais que são destruídos e outros novos minerais podem ser formados, através da água e as suas substâncias dissolvidas, os gases da atmosfera e a intervenção de substâncias produzidas pelos seres vivos.
  • Hidrólise: A hidrólise dos silicatos é o fenómeno responsável pela formação dos minerais argilosos. O CO2 atmosférico reage com a água e forma o ácido carbónico que atua nos silicatos e origina um novo mineral de argila. Os catiões de silicatos são substituídos pelo hidrogénio proveniente da água ou de um ácido.
  • Oxidação: O oxigénio atmosférico reage com os minerais formados em ambiente redutor e estes oxidam. Muitos minerais contêm ferro na sua constituição que reage com o oxigénio e formam óxidos.
  • Dissolução: O dióxido de carbono atmosférico ou dos solos acidifica a água e forma o ácido carbónico. As águas acidificadas reagem com os minerais das rochas e altera-os, principalmente em rochas solúveis e em particular as carbonatadas, como o calcário.
  • Carbonatação: As águas acidificadas reagiram com o carbonato de cálcio, formam-se produtos solúveis que serão removidos em solução.



     As rochas sedimentares classificam-se em:
  • Detríticas, apresentam tamanho variado resultantes  d meteorização das rochas pré-existentes (sedimentos ou clastos). Estas rochas sofrem a sedimentogenese e a diagénese.

  • Quimiogénicas, resultam da precipitação de substâncias dissolvidas na água (origem química). Os sais são transportados pela água e quando esse transporte acaba eles precipitam. Esta precipitação está condicionada pela concentração de soluto, condições ambientais e evaporação.

  • Biogénicas ou organogénicas, resultam da agregação de restos de seres vivos (origem biogénica). O carvão e o petróleo fazem parte das rochas sedimentares biogénicas, embora não sejam considerados verdadeiras rochas. São misturas mais ou menos complexas de hidrocarbonetos.
     A formação do petróleo sofre quatro etapas:
a) A matéria orgânica de origem planctónica, algas, esporos, grãos de pólen acumula-se nos fundos oceânicos sem turbulência, a cerca de 2000 a 3000 metros de profundidade.
b) A matéria orgânica juntamente com materiais argilosos, vai ficar subterrada, criando-se as condições anaeróvicas necessárias que levam ao processo de betuminização. É im processo lento e envolve um aumento de temperatura na ordem dos 120º a 150ºC.
c) No processo de betuminização dormam-se os hidrocarbonetos líquidos, gasosos e sólidos que ficam retidos na Rocha-Mãe (C). Com a deposição de novos sedimentos , os fluidos gasosos e líquidos que são mais leves que os restantes sedimentos e mais lees que água salgada, por pressão, os hidrocarbonetos têm tendência a subir se tiverem espaço para o fazer ou se as rochas envolventes foram porosas. Na deposiçaõ os hidrocarbonetos dispõem-se por densidades.
d) Quando encontram uma rocha impermeável, Rocha Cobertura (A), o movimento dos hidrocarbonetos para e impregnam as rochas subjacente, ocupando todos os espaços vazios que, normalmente seriam ocupados pela água salgada, Rochas Armazém (B).


A - Rocha Cobertura: Rochas argilosa que se localizam por cima da rocha armazém e que forma uma camada impermeável;
B - Rocha Armazém: Rocha permeável, porosa, onde se acumulam os hidrocarbonetos fluidos;
C - Rocha Mãe: Onde se formam os hidrocarbonetos num processo que leva milhões de anos.

Armadilhas Petrolíferas

     São, geralmente, constituídas por uma rocha porosa coberta por uma rocha impermeável: a superfície que separa as duas rochas deve ter, no seu conjunto, uma forma convexa para a parte superior. Sempre que uma armadilha fica preenchida por hidrocarbonetos passa-se a chamar um jazigo petrolífero ou jazida petrolífera.

     Formação do carvão:
  O carvão mineral foi formado pelos restos soterrados de plantas tropicais e subtropicais, há cerca de 300 milhões de anos em zonas pantanosas. A argila dos pântanos impede o apodrecimento  da matérias orgânica, subterrada.
     Ao longo do tempo, com a sedimentação de mais argilas, os materiais orgânicos ficam comprimidos com o peso dos sedimentos e sujeitos a uma maior pressão e temperatura e vai sofrendo transformações progressivas levando à génese do carvão. O carvão mineral ou carvão natural é um produto da fossilização da matéria orgânica que é constituída essencialmente por oxigénio, azoto, carbono e hidrogénio, ao longo de milhões de anos e a esse processo podemos designar por incarbonização. Quanto maior o teor de carbono, mais puro se considera e mais potencial energético tem.
     Existem quatro tipos principais de carvão mineral: turfa, com aproximadamente 60% de carbono; lenhite com aproximadamente 70% de carbono; hulha com aproximadamente 80 a 85% de carbono; e antracite com aproximadamente 90% de carbono.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Permeabilidade de Diferentes Solos

Objetivos:

  • Conhecer os diferentes tipos de solos;
  • Simular a permeabilidade dos diferentes tipos de solos.

Material:

  • Três garrafas de 1,5L;
  • Três copos de plástico;
  • Fio;
  • Tesoura;
  • Terra;
  • Pedrinhas;
  • Areia.
Montagem Experimental:



Procedimento:

  1. Cortar na vertical mais ou menos ao meio as três garrafas;
  2. Com a parte que cortada e que não contem o gargalo da garrafa formar um plano inclinado para colocar as três garrafas presas umas às outras com fita cola;
  3. Prender com um fio cada copo ao gargalo da garrada;
  4. Colocar a terra, as pedrinhas e areia uma em cada garrafa;
  5. Colocar um pouco de água em cada um dos solos criados;
  6. Registar o que observaram.  

Conclusão:
      Esta experiência serviu para termos uma ideia dos diferentes solos existente e os diferentes valores de permeabilidade. Para realizarmos a experiência utilizamos: terra de cultivo, pedrinhas e areia. Chegámos à conclusão que as pedrinhas são o meio mais permeável, ou seja, que deixa passar mais água para o copo, seguindo-se a terra, que deixa passar água mas em menor quantidade que as pedrinhas e por fim a areia, que depois de adicionada a água deixa apenas passar uma pequena quantidade de água para o copo.


Minerais

     As rochas estão condicionadas a uma pequena faixa superficial da Terra, a litosfera e é aqui que se formam, que originam outras e estão dependente da dinâmica interna e externa da Terra. 
   A dinâmica externa é alimentada pelo Sol, que ao fornecer energia suficiente para ocorrer a evaporação, inicia o ciclo da água e consequentemente a meteorização e erosão. 
    A dinâmica interna é alimentada pelo calor interno do planeta que aciona os mecanismos de movimentação das placas litosféricas ao fazer circular as correntes de convexão. 
     A pressão, a temperatura, a profundidade, os fluidos em circulação, os agentes de meteorização e de erosão são fatores responsáveis pelo tipo de rocha que se forma e desencadeiam um ciclo em que cada rocha pode ser transformada numa outra, chama-se então ciclo das rochas.

Rocha

        É uma associação natural de um ou mais minerais compatíveis entre si e nas condições em que foram geradas. Se forem formadas por um tipo de mineral dizem-se monominerálicas (1) e por mais que um mineral designam-se poliminerálicas (2).

(1)   (2)

     Existem três grupos de rochas, as magmáticas, as metamórficas e as sedimentares que são caraterizadas pelos seus minerais que foram formados em condições e processos distintos.

Mineral

     É uma associação natural de um ou mais elementos químicos, dispostos numa rede, tridimensional, cristalina bem definida. Por vezes apresentam formas geométricas perfeitas, determinadas pela sua geometria da estrutura cristalina, e dizem-se euédricos se não apresentarem uma forma perfeita e anédricos independentemente da sua estrutura cristalina. Diferentes substâncias simples formadas por um mesmo elemento químico são designadas por polimorfos se apresentarem diferente estrutura química, são bons exemplos o grafite e o diamante. Se apresentarem igual estrutura química mas forem constituídos por uma substância química diferente, são designados por isomorfos.

  • Alótropos: são minerais formados apenas por um tipo de elemento químico.
     Os minerais têm diversas propriedades tais como a cor, a risca, a dureza, a clivagem, a diafaneidade e a densidade.


  • Cor: É a cor que o mineral apresenta À vista desarmada. Pode não corresponder À verdadeira cor do mineral. Minerais idiocromáticos, são minerais que apresentam sempre a mesma cor. Minerais alocromáticos, são minerais que apresentam mais de uma cor.
 Idiocromático (Enxofre)

 Alocromático (Quartzo)
  • Risca ou Traço: É a verdadeira cor do mineral, ou seja corresponde à cor do mineral reduzido a pó. Normalmente para conseguirmos saber a verdadeira cor riscamos o mineral em porcelana e a risca deixada vai corresponder à verdadeira cor do mineral.
  • Brilho: O mineral quanto ao brilho pode ser: baço (sem brilho), vítreo, nacarado, sedoso, gorduroso, metálico e adamantino.
  • Clivagem: É a propriedade que alguns dos minerais apresentam de se poderem separar ou partir por superfícies planas, mas sempre nas mesmas direções. Está ligada à fraqueza de ligações químicas na estrutura cristalina. A clivagem do mineral pode ser perfeita, ou seja, facilmente identificável a olho nu e pode ter uma clivagem em mais do que uma direção.



  • Dureza: É a resistência que um mineral apresenta de se deixar ou não riscar por outro mineral ou objeto. Existem duas formas de medir a dureza de um mineral: a escala prática de dureza e a escala de Mohs.

  • Diafaneidade: É a propriedade que os minerais têm de se deixar ou não atravessar pela luz. Podem ser: opacos (d), quando não deixam passar luz; translúcidos (c), quando deixam passar alguma luz; transparentes (b), quando deixam passar toda a luz; e hialinos (a), quando são completamente transparentes.


  • Densidade: A densidade de um corpo pode ser determinada pela quantidade de massa que o corpo possui dividido pelo seu volume. Na prática pega-se num mineral de densidade conhecida que seja mais ou menos do mesmo tamanho que o mineral que pretendemos determinar e sentimos qual é o mineral mais pesado.