sábado, 23 de maio de 2015

Rochas Magmáticas

     As rochas magmáticas são formadas a partir do magma, mistura silicatada proveniente da astenosfera, provida de mobilidade. Tem na sua constituição gases e está a altas temperaturas. É formado à custa da fusão dos materiais do manto superior e da crosta. O magma é menos denso que as rochas e se encontrar uma abertura pelas rochas envolventes, ascende. Ao deslocar-se para a superfície encontra temperaturas mais baixas e vai arrefecendo ao longo do tempo, acabando depois por consolidar.

Textura

     Consoante o local da litosfera onde consolidam as rochas magmáticas vão apresentar texturas diferentes. Podem ser: 
  • Vulcânicas ou rochas extrusivas, formadas à superfície, tem textura vítrea ou afanítica, quando os minerais não são visíveis à vista desarmada ou ainda, hemicristalina, quando a rocha apresenta alguns cristais num meio de uma pasta vítrea ou afanítica.
  • Plutónicas ou rochas intrusivas, formam-se em maiores profundidades e têm textura holocristalina ou fanerítica.
  • Hipabissais ou sub-vulcânicas, têm textura intermédia entre fanerítica e afanítica e por isso diz-se que a textura é microfanerítica ou microgranular.
     Quando observamos rochas magmáticas é frequente encontrar cristais maiores que se destacam dos outros e designamos por fenocristais e a sua textura diz-se porfírica, se tivermos na presença de uma rocha plutónica ou porfiroide, se for uma rocha vulcânica. A existência dos fenocristais indicam-nos que houve vários tempos de cristalização, um lento em que os cristais tiveram tempo para se desenvolver e outro quando o magma ascende onde os restantes minerais cristalizam praticamente ao mesmo tempo, o que nos indica uma cristalização fracionada. Quando assumem grandes dimensões relativamente à restante massa da rocha, a sua textura designa-se por pegmatítica.

A quantidade de sílica permite classificar os magmas em pobres em sílica (magma basáltico), intermédios (magma andesítico) e ricos em sílica (magma riolítico).

Tonalidade

  • Rocha Melanocrata: Rocha básica que tem maior quantidade de minerais ferromagnesianos, os minerais são escuros, ou seja, máficos.
  • Rocha Leucocrata: Rocha ácida que tem maior quantidade de sílica, os minerais são claros, ou seja, félsicos.
  • Rocha Mesocrata: Rochas de composição intermédia tendo mais ou menos a mesma quantidade de minerais félsicos e máficos.

Cristalização e Diferenciação de magmas

     Os minerais não se formam ao mesmo tempo, primeiro cristalizam os de ponto de fusão mais elevados, que são também os mais densos, seguindo sucessivamente os de ponto de fusão mais baixo e menos densos.

Densidade

     A densidade do magma varia com a quantidade de sílica. Os magmas pobres em sílica têm uma densidade mais elevada, dado que são constituídos por um maior número de catiões metálicos e os magmas ricos em sílica menos densos.

Viscosidade

     Os magmas ácidos têm maior viscosidade em relação aos magmas básicos. A temperatura de fusão é mais elevada nos magmas básicos enquanto que nos magmas ácidos  o ponto de fusão apresenta uma temperatura mais baixa.

Série de Bowen

    Esta série ordena os minerais das rochas magmáticas segundo o ser arrefecimento. É constituído por duas séries: a série contínua, o mineral cristalizado não originam minerais diferentes, diferindo apenas nos teores relativos dos elementos químicos; e a série descontinua, os minerais cristalizados originam minerais diferentes.


     Durante o arrefecimento os primeiros minerais a formarem-se são os que têm elevado ponto de fusão e os mais densos, depositando-se por isso devido à ação da gravidade na base da câmara magmática enquanto que os minerais mais leves tendem a acumular-se na parte superior unto dos gases.

Diferenciação gravítica consiste na deposição por diferentes densidades no mesmo reservatórios de rochas diversas entre si e entre o magma parental, ficando as mais densas por baixo e as menos densas em cima.

     Assimilação magmática: Contribui para a diferenciação magmática, o magma ao instalar-se funde as rochas encaixantes até se encontrar a temperaturas superiores do ponto de fusão dos cristas que constituem essas rochas alterando a sua composição original.
     A diferenciação magmática, é assim uma ação combinada entre a cristalização fracionada e a diferenciação gravítica e em que podem intervir a assimilação magmática e a mistura de magmas.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Arquivo Histórico da Terra

Fósseis

     São restos, marcas ou vestígios de seres vivos que viveram em épocas muito recuadas e que ficaram preservados nos sedimentos em que viveram. Icnofósseis, são as marcas e vestígios, como por exemplo, os moldes, pegadas, ovos, cropólitos, túneis escavados pelos seres vivos, etc, são muito importantes para reconstituir paleoambientes, pois representam o comportamento dos seres vivos e o fóssil é encontrado no local onde se formou. Somatofóssil, são os restos dos seres vivos, como por exemplo, restos de troncos, ossos, conchas, folhas, dentes, etc, são muito importantes para conhecer a espécie mas não tão importantes para o conhecimento do paleoambiente, pois quando ascende à superfície e sofre erosão podem sofrer transporte e não se encontrarem no local onde foram formados. 
   A fossilização resulta da ação combinada de processos físicos, químicos e biológicos. Para que ocorra são necessárias algumas condições, como o ser ou vestígio do ser, ter de ser de imediato enterrado e ausência de ação bacteriana decompondo os tecidos.

Tipos de Fossilização

  • Incrustação: Ocorre quando substâncias trazidas pelas águas que se infiltram no subsolo e se depositam em torno do animal ou planta, revestindo-o, como por exemplo acontece em animais que morreram no interior de cavernas.
  • Mineralização: Ocorre quando substâncias minerais são depositadas em cavidades existentes em ossos e troncos. É assim que se forma a madeira petrificada.
  • Recristalização: Ocorre quando se dá um rearranjo da estrutura cristalina de um mineral, dando-lhe mais estabilidade, como por exemplo a transformação de aragonite em calcite.
  • Carbonização ou Incarbonização: Ocorre quando há perda de substâncias voláteis restando uma película de carbono. É mais frequente nos restos de seres vivos contendo quitina, celulose ou queratina.
  • Mumificação: Ocorre quando o ser vivo ficou aprisionado em âmbar ou em gelo. É o mais raro de todos os tipos de fossilização, mas devido ao âmbar e ao gelo, o ser vivo conserva as suas partes moles, dando-nos informações preciosas à cerca do ser vivo. 
  • Moldagem: Processo mais vulgar, resulta do preenchimento interno das partes duras do ser vivo por sedimentos, ou da moldagem da parte externa das partes duras do ser vivo. 
  • Marca ou impressão: Ocorre a conservação de vestígios dos seres vivos, como pegadas, marcas de folhas etc.


Fósseis característicos ou de idade


Fóssil de idade: É um fóssil que nos fornece indicações quanto à idade dos sedimentos. São os fósseis usados na geocronologia que pode ser feita de duas formas, ou usando os princípios que relacionam a idade dos estratos utilizando os conceitos: anterior, contemporâneo e posterior, relacionados com o padrão geométricos que os estratos apresentam, e isto é a geocronologia relativa, ou usando os métodos de datação radiométrica que consistem em medir a proporção de dois isótopos radiativos relacionados, presentes nas rochas, e isto é a geocronologia absoluta.

  • Princípio de sobreposição: a camada que está por baixo é sempre mais antiga que a que está por cima desde que não haja deformações geológicas (dobras e falhas que podem causar inversões de camadas). 
  • Princípio da intercepção:  Todas as estruturas que intersetam formações (intrusões magmáticas, falhas) são mais recentes.
  • Princípio da inclusão: Um fragmento que incorpora num outro é mais recente.
  • Princípio de continuidade lateral: Permite estabelecer correlação de idades e de posição entre estratos localizados em lugares eventualmente distanciados.
  • Princípio da identidade paleontológica: estratos que contenham o mesmo tipo de fósseis, tiveram a sua origem em ambientes semelhantes.

Fósseis de ambiente ou de fácies: Fornecem-nos informações sobre as  características do ambiente em que viveram e do ambiente de formação das rochas que os contem. Permitem fazer reconstituições geográficas. Dão-nos o ambiente de formação das rochas sedimentares que se dividem em três domínios: marinhos, continentais e de transição.

     Com o método de datação relativo, apenas as rochas com fósseis se pode fazer uma datação, no entanto os registos fósseis são apenas uma nona parte da idade da Terra.
     Com o método radiométrico é possível datar as rochas e fazer uma geocronologia expressa em Ma, permitindo ao geólogo criar a escala do tempo geológico, fazendo a  geocronologia a partir de escalas estratigráfica.
     A escala divide a Terra em divisões: éons, períodos, andares, e outras subdivisões. Ao contrário da escala do tempo que o homem usa, o ano, a escala geológica não está divida em períodos de tempo regulares, ou seja, cada divisão não tem o mesmo número de dias. As divisões da Terra são marcadas por acontecimentos marcantes, como aparecimento da vida, extinção em massa das espécies, proliferação e evolução de espécies.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Rochas Sedimentares

     As rochas sedimentares forma-se à superfície ou muito próximo da superfície. Resultam de rochas pré-existentes, através de processos que resultam da interação com a biosfera, atmosfera e hidrosfera.
     O calor fornece energia suficiente para que ocorra a evaporação, iniciando-se assim o ciclo da água, e consequentemente a meteorização e a modelação do relevo. Quando uma rocha chega à superfície fica sujeita a diferentes condições de pressão e de Temperatura onde foi formada e vai ser alterada por processos físicos e químicos que ocorrem à superfície, que são:

  • Meteorização: É a alteração primária das rochas, ou seja, é o conjunto de processos físicos e químicos que alteram a rocha;
  • Erosão: É o conjunto de fenómenos que ocorrem a seguir, promovendo a remoção dos materiais das rochas alterados pela meteorização;
  • Transporte: Fenómeno que os materiais, depois de se dar a erosão, sofrem e são transportados até às bacias de sedimentação;
  • Sedimentação: Dá-se no fim do transporte e é quando os sedimentos são depositados nas bacias de sedimentação;
  • Compactação: Depois de se depositarem, irão-se depositar mais sedimentos por cima das camadas anteriores e estas irão sofrer um aumento de pressão e ficarão compactadas;
  • Desidratação: Quando a água ainda presente entre as rochas compactadas foge para o exterior "fugindo" dos espaços entre as rochas;
  • Cimentação: A pouca água que não conseguiu sair, devido a um aumento da pressão, irá formar uma espécie de cimentos que irá originar então as rochas sedimentares.
       A sedimentogénese é o conjunto dos fenómenos iniciais, ou seja, a meteorização, a erosão, o transporte e a sedimentação. A diagénese é o conjunto dos fenómenos finais, ou seja, a compactação, a desidratação e a cimentação.

Tipos de meteorização

Meteorização física ou mecânica: A rocha fica fragmentada sem haver alteração química na rocha original, através da ação da água, da temperatura, do alívio de pressão, do crescimento de minerais e de seres vivos.
  • Água no estado líquido: A água da chuva e a variação cíclica do teor de água nos rochas, provoca variações de volume e gera tensões, levando à fraturação e desagregação do material rochoso.
  • Gelo: A água líquida, que penetra nas diacláses  da rocha, pode gelar o que irá provocar um aumento de volume exercendo pressão, como consequência dar-se-à um aumento das fraturas, podendo formar-se novas diacláses levando À desagregação da rocha. Podemos designar este processo por crioclastia.

  • Crescimento de minerais: A água é uma poderosa substância dissolvente e quando está retida nas diáclases pode conter substâncias dissolvidas e que podem precipitar e formar minerais. Estes minerais exercem uma força nas rochas onde se instalam e contribuem para a desagregação da rocha. Podemos designar este processo por haloclastia.

  • Temperatura: As rochas estão sujeitas às variações de temperatura ao longo do dia, estão constantemente a dilatar e a contrair o que leva à fraturação da rocha. Podemos designar este processo por termoclastia.
  • Alívio de pressão: As rochas formadas em profundidade sofreram grande pressão, quando estas ascendem À superfície, as rochas que estão por cima já foram erodidas e as rochas expandem-se por alívio de pressão e fraturam-se, originando as diáclases.
  • Seres vivos: As raízes são responsáveis pelo aparecimento e alargamento de fendas. Certos animais escavam tocas ou galerias que aumentam o grau de degradação da rocha ou a expõem ainda mais a outros agentes de meteorização.
Meteorização química: Dá-se a alteração na composição química da rocha o que implica que há minerais que são destruídos e outros novos minerais podem ser formados, através da água e as suas substâncias dissolvidas, os gases da atmosfera e a intervenção de substâncias produzidas pelos seres vivos.
  • Hidrólise: A hidrólise dos silicatos é o fenómeno responsável pela formação dos minerais argilosos. O CO2 atmosférico reage com a água e forma o ácido carbónico que atua nos silicatos e origina um novo mineral de argila. Os catiões de silicatos são substituídos pelo hidrogénio proveniente da água ou de um ácido.
  • Oxidação: O oxigénio atmosférico reage com os minerais formados em ambiente redutor e estes oxidam. Muitos minerais contêm ferro na sua constituição que reage com o oxigénio e formam óxidos.
  • Dissolução: O dióxido de carbono atmosférico ou dos solos acidifica a água e forma o ácido carbónico. As águas acidificadas reagem com os minerais das rochas e altera-os, principalmente em rochas solúveis e em particular as carbonatadas, como o calcário.
  • Carbonatação: As águas acidificadas reagiram com o carbonato de cálcio, formam-se produtos solúveis que serão removidos em solução.



     As rochas sedimentares classificam-se em:
  • Detríticas, apresentam tamanho variado resultantes  d meteorização das rochas pré-existentes (sedimentos ou clastos). Estas rochas sofrem a sedimentogenese e a diagénese.

  • Quimiogénicas, resultam da precipitação de substâncias dissolvidas na água (origem química). Os sais são transportados pela água e quando esse transporte acaba eles precipitam. Esta precipitação está condicionada pela concentração de soluto, condições ambientais e evaporação.

  • Biogénicas ou organogénicas, resultam da agregação de restos de seres vivos (origem biogénica). O carvão e o petróleo fazem parte das rochas sedimentares biogénicas, embora não sejam considerados verdadeiras rochas. São misturas mais ou menos complexas de hidrocarbonetos.
     A formação do petróleo sofre quatro etapas:
a) A matéria orgânica de origem planctónica, algas, esporos, grãos de pólen acumula-se nos fundos oceânicos sem turbulência, a cerca de 2000 a 3000 metros de profundidade.
b) A matéria orgânica juntamente com materiais argilosos, vai ficar subterrada, criando-se as condições anaeróvicas necessárias que levam ao processo de betuminização. É im processo lento e envolve um aumento de temperatura na ordem dos 120º a 150ºC.
c) No processo de betuminização dormam-se os hidrocarbonetos líquidos, gasosos e sólidos que ficam retidos na Rocha-Mãe (C). Com a deposição de novos sedimentos , os fluidos gasosos e líquidos que são mais leves que os restantes sedimentos e mais lees que água salgada, por pressão, os hidrocarbonetos têm tendência a subir se tiverem espaço para o fazer ou se as rochas envolventes foram porosas. Na deposiçaõ os hidrocarbonetos dispõem-se por densidades.
d) Quando encontram uma rocha impermeável, Rocha Cobertura (A), o movimento dos hidrocarbonetos para e impregnam as rochas subjacente, ocupando todos os espaços vazios que, normalmente seriam ocupados pela água salgada, Rochas Armazém (B).


A - Rocha Cobertura: Rochas argilosa que se localizam por cima da rocha armazém e que forma uma camada impermeável;
B - Rocha Armazém: Rocha permeável, porosa, onde se acumulam os hidrocarbonetos fluidos;
C - Rocha Mãe: Onde se formam os hidrocarbonetos num processo que leva milhões de anos.

Armadilhas Petrolíferas

     São, geralmente, constituídas por uma rocha porosa coberta por uma rocha impermeável: a superfície que separa as duas rochas deve ter, no seu conjunto, uma forma convexa para a parte superior. Sempre que uma armadilha fica preenchida por hidrocarbonetos passa-se a chamar um jazigo petrolífero ou jazida petrolífera.

     Formação do carvão:
  O carvão mineral foi formado pelos restos soterrados de plantas tropicais e subtropicais, há cerca de 300 milhões de anos em zonas pantanosas. A argila dos pântanos impede o apodrecimento  da matérias orgânica, subterrada.
     Ao longo do tempo, com a sedimentação de mais argilas, os materiais orgânicos ficam comprimidos com o peso dos sedimentos e sujeitos a uma maior pressão e temperatura e vai sofrendo transformações progressivas levando à génese do carvão. O carvão mineral ou carvão natural é um produto da fossilização da matéria orgânica que é constituída essencialmente por oxigénio, azoto, carbono e hidrogénio, ao longo de milhões de anos e a esse processo podemos designar por incarbonização. Quanto maior o teor de carbono, mais puro se considera e mais potencial energético tem.
     Existem quatro tipos principais de carvão mineral: turfa, com aproximadamente 60% de carbono; lenhite com aproximadamente 70% de carbono; hulha com aproximadamente 80 a 85% de carbono; e antracite com aproximadamente 90% de carbono.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Permeabilidade de Diferentes Solos

Objetivos:

  • Conhecer os diferentes tipos de solos;
  • Simular a permeabilidade dos diferentes tipos de solos.

Material:

  • Três garrafas de 1,5L;
  • Três copos de plástico;
  • Fio;
  • Tesoura;
  • Terra;
  • Pedrinhas;
  • Areia.
Montagem Experimental:



Procedimento:

  1. Cortar na vertical mais ou menos ao meio as três garrafas;
  2. Com a parte que cortada e que não contem o gargalo da garrafa formar um plano inclinado para colocar as três garrafas presas umas às outras com fita cola;
  3. Prender com um fio cada copo ao gargalo da garrada;
  4. Colocar a terra, as pedrinhas e areia uma em cada garrafa;
  5. Colocar um pouco de água em cada um dos solos criados;
  6. Registar o que observaram.  

Conclusão:
      Esta experiência serviu para termos uma ideia dos diferentes solos existente e os diferentes valores de permeabilidade. Para realizarmos a experiência utilizamos: terra de cultivo, pedrinhas e areia. Chegámos à conclusão que as pedrinhas são o meio mais permeável, ou seja, que deixa passar mais água para o copo, seguindo-se a terra, que deixa passar água mas em menor quantidade que as pedrinhas e por fim a areia, que depois de adicionada a água deixa apenas passar uma pequena quantidade de água para o copo.


Minerais

     As rochas estão condicionadas a uma pequena faixa superficial da Terra, a litosfera e é aqui que se formam, que originam outras e estão dependente da dinâmica interna e externa da Terra. 
   A dinâmica externa é alimentada pelo Sol, que ao fornecer energia suficiente para ocorrer a evaporação, inicia o ciclo da água e consequentemente a meteorização e erosão. 
    A dinâmica interna é alimentada pelo calor interno do planeta que aciona os mecanismos de movimentação das placas litosféricas ao fazer circular as correntes de convexão. 
     A pressão, a temperatura, a profundidade, os fluidos em circulação, os agentes de meteorização e de erosão são fatores responsáveis pelo tipo de rocha que se forma e desencadeiam um ciclo em que cada rocha pode ser transformada numa outra, chama-se então ciclo das rochas.

Rocha

        É uma associação natural de um ou mais minerais compatíveis entre si e nas condições em que foram geradas. Se forem formadas por um tipo de mineral dizem-se monominerálicas (1) e por mais que um mineral designam-se poliminerálicas (2).

(1)   (2)

     Existem três grupos de rochas, as magmáticas, as metamórficas e as sedimentares que são caraterizadas pelos seus minerais que foram formados em condições e processos distintos.

Mineral

     É uma associação natural de um ou mais elementos químicos, dispostos numa rede, tridimensional, cristalina bem definida. Por vezes apresentam formas geométricas perfeitas, determinadas pela sua geometria da estrutura cristalina, e dizem-se euédricos se não apresentarem uma forma perfeita e anédricos independentemente da sua estrutura cristalina. Diferentes substâncias simples formadas por um mesmo elemento químico são designadas por polimorfos se apresentarem diferente estrutura química, são bons exemplos o grafite e o diamante. Se apresentarem igual estrutura química mas forem constituídos por uma substância química diferente, são designados por isomorfos.

  • Alótropos: são minerais formados apenas por um tipo de elemento químico.
     Os minerais têm diversas propriedades tais como a cor, a risca, a dureza, a clivagem, a diafaneidade e a densidade.


  • Cor: É a cor que o mineral apresenta À vista desarmada. Pode não corresponder À verdadeira cor do mineral. Minerais idiocromáticos, são minerais que apresentam sempre a mesma cor. Minerais alocromáticos, são minerais que apresentam mais de uma cor.
 Idiocromático (Enxofre)

 Alocromático (Quartzo)
  • Risca ou Traço: É a verdadeira cor do mineral, ou seja corresponde à cor do mineral reduzido a pó. Normalmente para conseguirmos saber a verdadeira cor riscamos o mineral em porcelana e a risca deixada vai corresponder à verdadeira cor do mineral.
  • Brilho: O mineral quanto ao brilho pode ser: baço (sem brilho), vítreo, nacarado, sedoso, gorduroso, metálico e adamantino.
  • Clivagem: É a propriedade que alguns dos minerais apresentam de se poderem separar ou partir por superfícies planas, mas sempre nas mesmas direções. Está ligada à fraqueza de ligações químicas na estrutura cristalina. A clivagem do mineral pode ser perfeita, ou seja, facilmente identificável a olho nu e pode ter uma clivagem em mais do que uma direção.



  • Dureza: É a resistência que um mineral apresenta de se deixar ou não riscar por outro mineral ou objeto. Existem duas formas de medir a dureza de um mineral: a escala prática de dureza e a escala de Mohs.

  • Diafaneidade: É a propriedade que os minerais têm de se deixar ou não atravessar pela luz. Podem ser: opacos (d), quando não deixam passar luz; translúcidos (c), quando deixam passar alguma luz; transparentes (b), quando deixam passar toda a luz; e hialinos (a), quando são completamente transparentes.


  • Densidade: A densidade de um corpo pode ser determinada pela quantidade de massa que o corpo possui dividido pelo seu volume. Na prática pega-se num mineral de densidade conhecida que seja mais ou menos do mesmo tamanho que o mineral que pretendemos determinar e sentimos qual é o mineral mais pesado.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Curso de Primeiros Socorros

     Tivemos o privilégio, hoje dia 8 de maio de 2015, de poder assistir e perceber como devemos salvar uma pessoa em caso de paragem cardíaca. Aprendemos como tentar reanimar uma pessoa, ou pelo menos fazer de tudo para que isso aconteça. Aprendemos o que temos de fazer no caso de uma pessoa se engasgar e a sufocar. Aprendemos também, o que devemos fazer em caso de uma pessoa entrar em paragem cardíaca, o modo como devemos posicionar as mãos perante o peito da pessoa e como nós também devemos estar perante a pessoa. Ficámos a saber que o modo como atuamos com uma criança ou com um bebé para os tentar salvar nestas circunstâncias é bastante diferente da forma como atuamos sobre um adulto. Ficámos ainda informados da forma como podemos fazer respiração boca a boca a alguém em casos em que seja preciso, MAS caso não saibamos fazer respiração boca a boca, devemos sempre por obtar pela outra forma de reanimação.
     Foi uma experiência nova e muito produtiva. Gostava de voltar a repetir.


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Zonas de Vertentes

      As zonas de vertente são locais, de constituição rochosa, que apresentam um declive acentuado e que estão sujeitos à ação  rápida e intensa de processos de meteorização e erosão.  A erosão ocorre depois de se dar a meteorização e a mecânica tem um papel mais rápido que a meteorização química que só tem mais expressão em climas quentes e húmidos.
     
     Erosão hídrica, processa-se de uma forma mais lenta e gradual que a dos movimentos de massa, e corresponde à erosão das gotas da chuva e o seu escoamento pelas vertentes, normalmente responsável pelo desmoronamento de pequenas quantidades e de pequenas dimensões dos materiais rochosos.
    Erosão dos movimentos em massa, corresponde, como o nome indica, a grandes quantidades de materiais  que se deslocam pelas vertentes de uma forma lenta e quase impercetível ou brusca, como quase sempre acontece. O movimento em massa divide-se em várias categorias: queda, o material cai livremente deslocando-se na fase final por rolamento; deslizamento, o material move-se em bloco e pode haver movimento rotacional originando uma superfície côncava ou translacional; fluxo, as partículas movem-se independentemente umas das outras. Os fluxos podem ser: granulares com 20% de água ou aquosos com 20% a 40% de água. Os granulares referem-se: reptação, movimento lento, quase impercetível; movimentos de terras, o material entra em liquefação; avalanches detríticas, movimento que resulta de vários tipos de motivação. Os fluxos aquosos referem-se: solifluxão, podem ocorrer em vertentes suaves; fluxos detríticos, velocidade muito variável; fluxos de lama, velocidade pode atingir mais de 100km/h.




Fatores Antrópicos
Procedimentos perigosos exercidos pelo Homem nas vertentes, modificando o seu perfil são: escavação nas bases para a construção; sobrecarga no topo e desflorestação.

Medidas preventivas
  • elaborar uma carta geológica detalhada,
  • avaliar as propriedades físicas das rochas e do solo,
  • verificar a ocorrências de episódios antigos,
  • pesquisar movimentações, por exemplo se há árvores inclinadas,
  • elaborar mapas de riscos.
  • deve-se evitar cortar as vertentes (construção de estradas),
  • evitar aumentar a sobrecarga em declives de muita inclinação,
  • não desflorestar o local, e reflorestar,
  • controlar a drenagem,
  • reavaliar a ocupação do território,
  • tentar diminuir a inclinação das vertentes,
  • construção de muros redentores,
  • manter as populações sobreaviso
  • construção de muros redentores 
  • proceder à monitorização contínua. 
  • medidas de contenção