Aparecimento dos seres multicelulares
Se imaginarmos que a Terra anteriormente seria povoada por seres unicelulares, procariontes e eucariontes, tiveram que aparecer os fenómenos de predação. As células maiores teriam maior probabilidade de sobreviver mas o aumento do tamanho da célula mostrou-se incapaz de fazer frente à sobrevivência da enorme biomassa, pois o seu tamanho aumenta as dificuldades nas ações do metabolismo celular.
Quando
o tamanho da célula aumenta, a relação da sua área superficial com o seu volume
diminui, porque a superfície não aumenta ao mesmo ritmo
que o volume, não existindo compensação.
Devido à impossibilidade de aumentarem o seu volume, os seres unicelulares começaram a organizar-se em colónias, dando assim origem aos seres pluricelulares.
O Bom funcionamento da célula depende do seu metabolismo. Este conjunto de fenómenos está dependente das trocas com o meio extracelular. Assim, a relação entre a área superficial da célula e o seu volume não pode diminuir sem pôr em risco o seu equilíbrio.

Desta forma, sem haver um aumento de volume da célula, houve um aumento no tamanho das estruturas e aumento da complexidade nas colónias e com o aparecimento dos seres pluricelulares, o contacto das células como exterior não ficou comprometido, garantindo a eficácia das trocas de substâncias assim como na eficiência do metabolismo. O processo evolutivo prosseguiu no sentido do aumento do volume do organismo, aparecendo a multicelularidade.
Desde o aparecimento dos seres vivos pluricelulares, começaram a haver mecanismos de regulação e que conduziram à diferenciação celular, o que permitiu um grande impulso na evolução das espécies. Tem como vantagens:
- os seres vivos de maiores dimensões passaram a poder sobreviver sem comprometer as trocas com o meio externo;
- houve um aumento da eficácia energética;
- a diversidade de formas e funcionalidades permitiu maior adaptações ao meio e os seres vivos passaram a usufruir uma maior independência em relação ao meio através dos mecanismos internos de regulação;
- uma maior diversidade de formas que conduziu a uma melhor adaptação aos diferentes ambientes;
- uma maior autonomia em relação ao meio externo, dado que os sistemas de órgãos garantem que o meio interno mantenha um maior equilíbrio face às flutuações do meio externo.
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